Wednesday, November 30, 2016

EUA, Brasil, News atualidades

Avô do Trump implorou para não ser deportado da terra de Kaiser e Hitler para os EUA. 
Isso mesmo. O Wall Street Journal descobriu uma carta de 1905 na qual o avô de Donald Trump implora para não ser deportado para os EUA e promete fealdade à Prússia. Imagem da carta aparece em Gemerica.com, blog de Expatriotas alemães. Muitos deles são bilíngues e entendem melhor a conjuntura política alemã do que nós aqui no Novo Mundo. Veja a carta: 

Se os eleitores da Cleptocracia gringa queriam nacionalsocialismo alemão em vez de communismo russo (as duas únicas alternativas que aparecem na mídia golpista de lá), apostaram no candidato eugenicamente e politicamente correto segundo suas teorias e crendices. 

News from Brazil: practice of medicine becomes partly legal!

Remember Presidenta Dilma Rouseff? The woman who won three elections but was removed from power by Speaker of the House Eduardo Cunha (a fanatical opponent of women's rights) and was impeached by a Congress itself under federal indictment? Her crime was signing into law a measure allowing battered rape victims to have pregnancy prophylaxis and access to DNA forensics to identify perpetrators–even if the perpetrators are congressmen.

This is the first indication that the GOP, NSA, CIA, FATF, AML, TF, CFT, DNFBP, IRS-CID, INL, ICRG, GIABA, GAFISUD, FSRB, FIU, FinCEN, EAG
DARE, PIAB, OFBCI and DEA are not running the entire Brazilian government from the ground up... at least not just yet.

Don't blame me... I voted Libertarian!

Friday, November 25, 2016

BLACK FRIDAY, 1869

Outro capítulo do livro O Proibicionismo e a Crise de 1929, por J Henry Phillips...
A primeira Black Friday resultou de uma rixa pré-democrática entre ingleses e franceses em 6 de dezembro de 1745 sobre questões de sucessão. O codinome foi ressuscitado em 1869, depois de o Congresso prometer recomprar em moeda tinante a moeda papel de circulação forçada que emitira durante a Guerra da Secessão. Essa promessa de políticos resultou em muita especulação na bolsa de commodities na época em que os EUA multavam a Inglaterra por ter vendido os confederados navios corsários naquela mesma guerra, e tamanha foi a confusão que o imposto de renda lançado na guerra foi revogado antecipadamente. O novo presidente na época era o ex-General Ulysses S. Grant, eleito após o impeachment do presidente Johnson, o vice que assumiu após o assassinato de Lincoln. Outra sexta-feira ia ganhar a mesma fama durante o governo de Herbert Hoover, o protestante que em 1929-32 tentou cobrar o cumprimento integral da lei seca americana. Esse trecho descreve eventos que ocorreram em 1929.


Capítulo 49
Relembrando a Confederação Conquistada
            Hoover instruiu o Congresso quanto à Lei de Marketing Agrícola que ele queria, juntamente com certos ajustes nas sobretaxas alfandegárias “para cumprir duas promessas feitas nas últimas eleições”.[1]  Tratou disso entre suas reuniões com a procuradora federal Mabel Willebrandt e senador Wesley Jones – os terrores gêmeos dos empreendedores embriagantes – e seus preparativos para a entrevista coletiva de 22 de abril.  Hoover falou de sacrifício aos repórteres, explicando de forma didática que em parte era por culpa dos “oficiais ineficientes e omissos” e das “vastas somas” despejadas nas mãos das classes criminosas que “do total de condenações por delitos no ano passado, menos de 8%” foram por causa de infrações da lei seca.  Isso surpreendeu os repórteres, que imaginavam que essas estatísticas teriam algo a ver com a ausência, em 1928, da Lei de Jones transformando contravenções sem vítimas em delitos graves.  O presidente não disse uma palavra sequer sobre os 148 cidadãos condenados em Cincinnati a penas de dois anos de reclusão, em média, por infrações “molhadas”.[2]  Os repórteres ouviram com atenção a explicação do presidente – elucidando até para aqueles que padeciam de dúvidas acerca da lei seca complementar de Volstead, tal como emendada pela Lei de Jones – que “a sua cobrança rígida é a melhor garantia da sua revogação”. 
            Foi aterrorizante o efeito dessas palavras de Hoover sobre corações empedernidos por longos anos de participação no tráfico de droga e bebida, sobretudo os sulistas.  A expressão fora cunhada em 1869, quando da posse do Presidente Ulysses S. Grant, que no seu discurso garantiu que “As leis são para governar a todos de forma igual – os contrários bem como aqueles que as apoiam.  Não conheço nenhum método tão eficaz, para assegurar a revogação das leis ruins ou nocivas, quanto a sua execução ríspida”.  Seis meses depois, o Partido da Proibição foi organizado, e no mesmo mês da sua formação ocorreu a “Sexta-feira Negra” – o crash da bolsa de valores de 24 de setembro de 1869.  No encalço disso foram aprovados as chamadas “leis de coação” autorizando intervenção militar para suprimir as guerrilhas do Ku Klux Klã que resistiam à aplicação da Décima-Terceira Emenda e outros regulamentos.[3]  O ressentimento dos sulistas persistia em 1929 e os eventos da ocupação militar estavam nitidamente registrados e revistos diariamente nos livros de história utilizados nas escolas do país. 



[1]  (Hoover 1929 1974  75, 77)
[2]  (NY World Almanac 1930  105)
[3]  (Wilson 1901/1918  242-3, 65)

Meu outro blog é www.oiltranslator.com

Wednesday, November 23, 2016

Por que os Democratas perderam?

Nesta eleição a Cleptocracia Republicana e Democrata achava ponto pacífico nas suas plataformas que os EUA deviam: 
1. Manter o proibicionismo, enjaulando e empobrecendo jovens por comer ou fumar de um arbusto.
2. Continuar a confiscar bens, inclusive lar, automóvel, conta bancária--até sem acusação de crime.
3. Bombardear pessoas desconhecidos do outro lado do planeta.

Estas três coisas estão proscritas na proposta do Partido Libertário, que aumentou a sua fatia de participação do voto em mais de 300%. Todas as revistas e jornais do país publicaram com ou sem risadas a sua versão do motivo da derrota do Partido Democrata. Nenhuma análise menciona:
1. Plataforma do partido (afinal, o cardápio)
2. Maconha
3. Confisco civil
4. Aborto

Buscando "Why Hillary lost" +marijuana e afins os resultados no Google são: 
No results found for "Why Hillary lost" +marijuana.
No results found for "Why Hillary lost" +forfeiture.

Toda a crise que vem se desdobrando desde 2007 é resultado direto dos confiscos de bens em apoio ao proibicionismo do Partido Republicano. O mesmo aconteceu em 1929, 1932, 1987, mas não se fala nisso. Quase não se fala com igual mudez do programa do Partido Libertário. Isso porque os pequenos partidos, auxiliados pela covardia e o descaso dos grandes, determinaram os resultados desta eleição, na qual o fascismo religioso do século passado derrotou o comunismo covarde igualmente defasado. 

Os pequenos partidos anti-proibicionistas aumentaram a sua fatia do voto em alguns dos estados mais importantes para a eleição. Houve aumento de 2% na Pensilvânia, 4% em Michigan, 6% em Wisconsin. A margem de vitória do Trump no estado de Pensilvânia foi de apenas 1%. A Hillary teria ganho cargo se tivesse granjeado alguns votos investidos nos pequenos partidos nos estados de Wisconsin, Michigan e Flórida. Preferiu ameaçar os hippies e assaltar os eleitores, arremedando o adversário!

Em Wisconsin Trump recebeu mandato por 27.257 votos. A candidata do Partido Verde superou essa diferença com 30.980, Gary Johnson, candidato libertário, recebeu 106.442 votos--quase quatro vezes a diferença entre os partidos da Cleptocracia. 



Em Michigan Trump ganhou emprego por 13.107 votos. Jill Stein do Partido Verde recebeu 51.427 votos e Gary Johnson o libertário recebeu 172.726 votos--o que deu 13 vezes a diferença entre ter e perder o estado com 16 votos eleitorais em jogo.



Na Pensilvânia o Republicano proibicionista foi contratado por 71.794 votos a mais. Stein do Partido Verde levou 48.657 votos, que não fariam nenhuma diferença. Mas Gary Johnson do Partido Libertário levou 142.334 votos--o dobro da margem do Trump. Se Hillary não mandasse a polícia bater nos jovens...

Na Flórida o partido que quer interferir com o aborto levou a taça com 119.489 votos sobrando. O Partido Verde não chegou à metade disso, mas o Partido Libertário, que insiste em legalizar a maconha e não quer nenhuma interferência governamental nas decisões da gravidez recebeu 206.189 votos--quase o dobro da margem de vitória do partido do Trump. 

O Partido Democrata mostrou que o que era importante para seus adeptos não eram os direitos ou a liberdade da pessoa humana e sim a coação com assassinatos para impressionar os lobistas farmacêuticos e das destiladoras, e ainda confiscar a poupança dos viajantes brasileiros que levam dinheiro consigo sem ler direito a letrinha miúda das instruções da alfândega americana. 

A metade Democrata da Cleptocracia perdeu por ganhar o que merecia.  Os eleitores que votaram no Partido Libertário ganharam, pois quem determina os resultados da eleição também tem muito a dizer sobre os tipos de leis que serão aprovados no Congresso. O partido libertário influi até nos ditames do Vaticano sobre quem pode perdoar as mulheres pelo pecado de ter direitos individuais e vida própria. Quem vota no Partido Libertário muda as leis, a cultura e a jurisprudência. 



Monday, November 21, 2016

Crises econômicas

Foi na Universidade do Texas que me despertaram a curiosidade sobre as crises econômicas. Perguntei aos professores pelos quais trabalhava como intérprete qual teria sido a causa da crise de 1929. "Não sabemos", responderam. Virou projeto. Eis um capítulo. 

O Proibicionismo e A Crise de 1929

Capítulo 83
Quinta-feira cinzenta
            O Estado de Indiana sofreu batidas adicionais, e a cana dura caiu de machado em cima de uma grande operação de destilação de açúcar de milho.  Maciços apresamentos – como sempre encurralando policiais e outras autoridades – continuaram, executando os últimos 50 mandados de prisão dos 300 inicialmente despachados.  Pipocavam entre esses noticiários de Indiana outros relatos do prejuízo e da devastação que a lei seca desencadeava em Illnois – cujos cidadãos arcavam com 10% das multas de álcool do país.  Nas estatísticas, as causas proibicionistas em juízo aumentaram em 70% acima do exercício anterior.  Isso numa época em que a receita federal arrecadava – só em Chicago – 47% a mais em imposto de renda comparado com o ano anterior.  Para os chicagoanos, esse tratamento estava pra lá de injusto.[1]

            Fiorello LaGuardia lançou-se como candidato contra o prefeito Jimmy Walker de Nova York, alegando que a polícia e as autoridades municipais sabiam quem matou Rothstein, mas encobertaram as provas.  Nessa mesma ladainha o coro era o ex-comissário Enright, que passou toda a campanha lembrando os nova-iorquenses das trapalhadas na investigação do assassinato, dando a entender que oficiais do governo estariam envolvidos no crime organizado.[2]  Quinze nova-iorquenses foram sentenciados num julgamento de conspirar contra a lei seca em 21 de outubro – um dia antes de o Supremo Tribunal registrar nos autos que dispensaria mandados de busca em batidas de bebida alcoólica.[3] 

           Em seguida divulgou-se que 91 residentes de Chicago Heights tinham julgamento agendado para novembro perante o juiz federal Wilkerson.  Mabel Willebrandt alegou na sua série veiculada nos jornais – e agora sendo editado como livro – que estas quadrilhas manejavam $24 milhões por ano.  Com estas notícias nas bancas, o pânico na bolsa de valores de Chicago ficou tão intenso que grandes multidões encheram a rua La Salle para assistir a liquidação.  Nova York foi colhida pela avalancha de liquidação e a imprensa de Wall Street sentenciou sobre o erro de deslanchar investigações do lobismo em meio a debates tarifários.[4] 

            O debate no Congresso sobre a pauta alfandegária ficou mais feia ainda e ameaçava minar o progresso no sentido de cortar os impostos.  A companhia americana de Açúcar de Beterraba divulgou corte no número de ações preferenciais, e nas ferrovias o trem estava mais feio do que nunca.  O trigo canadense acumulava entupindo os celeiros e pátios de estocagem ao passo que os agricultores de lá barganhavam querendo preços mais altos.[5] 


Referências: CT, Chicago Tribune; NYT, New York Times; WSJ, Wall Street Journal

[1]  (CT 10/25/29  25; 10/17/29  2; 10/21/29  12; 3/16/30  1)
[2]  (NYT 9/17/29  4; 10/5/29; 10/22/29  5; 10/23/29  4)
[3]  (NY World Almanac 1930  164)
[4]  (CT 10/22/29  24; 33) (WSJ 10/22/29)
[5]  (WSJ 10/23/29  5; 16) (CT 10/23/29  16, 27)

Friday, November 18, 2016

Avenida Edward Snowden

A crise americana começou com os confiscos do governo George Bush. Dinheiro fugiu dos bancos e casas de corretagem e o crédito desabou. O terremoto do desabamento daquela economia enfraqueceu todas as economias dominadas pelo monroismo proibicionista. 

Há novidade nisso? Aconteceu exatamente a mesma coisa quando George Bush pai baixou confiscos semelhantes. Ruíram as bolsas, e a depressão foi "combatida" com hiperinflação germânica. Os EUA encheram a América Latina de agentes, espiões e "assessores" meganhas e de repente o presidente do Brasil foi impedido e removido.  Lembra disso?


A atual crise é reprise e repeteco da anterior. Não mudou nem a dinastia do agressor! O que há de novidade é que Bradley Manning divulgou informações que provam que o Departamento de Estado americano empurrava com a barriga o mesmo tipo de desastre tocado por meganhas armados baixando confiscos--dessa vez usando a ONU como veículo para poder apostar contra moedas e títulos estrangeiros. Em seguida revelou-se que Edward Snowden informou aos jornalistas que espiões americanos grampeavam os telefones de todos os figurões que irritavam as empresas americanas com um certo excesso de jeitinho brasileiro. E de repente estão todos eles dançando na PF.

Não seria tentador? Se a PF brasileira gravasse tudo o que rola pelos telefones do Obama, do chefe da CIA e da NSA--pra não falar no Trump, Romney, outros magnatas e os figurões da reserva federal--não seria uma tentação vazar as gravações de rivais e concorrentes americanos para o FBI e fisco americanos?  E se album brasileiro revelasse o golpe, os poderosos daqui não fariam de tudo para infernizar a vida do delator?

Foi o que fizeram com Manning e Snowden, e indiretamente com o Assange. Mas em homenagem a esses corajosos que pelo menos ajudaram a entender o nosso meio ambiente político eu sugiro que faz sentido colocar em toda cidade brasileira, paraguaia, boliviana, peruana e sobretudo ecuadoriana uma Avenida Edward Snowden e quiçá aqui e acolá uma Rua Bradley Manning--ou Rua Chelsea Manning, antes de os meganhas terminarem de matar a coitada e dizer que foi "suicídio."

Afinal, orgulhamo-nos aqui em Curitiba da Rua Anne Frank, em homenagem a uma vítima de delação. Ela foi entregue aos nacionalsocialistas que apregoavam a fé do Cunha e os métodos de Nixon.

Thursday, November 17, 2016

GOVERNADOR DE NOVA IORQUE DEFENDE IMIGRANTES
"Eu quero ser bem claro: Se alguém achar que está sendo agredido, eu quero que saibam que o estado de Nova Iorque—aquele com a Estátua da Liberdade no seu porto—é o seu refúgio. Não importa se é gay ou hetero, muçulmano ou cristão, rico ou pobre, preto branco ou pardo, nós respeitamos todos as pessoas no estado de Nova Iorque… Não permitiremos que um governo federal que ataca imigrantes o faça no nosso estado." —Mario Cuomo
(Veja a reportagem)
Sou libertario e não do partido democrata ou republicano. Jamais votaria em um dos dois tentáculos da cleptocracia, mas de vez em quando um deles copia alguma coisa da nossa legenda que pega bem. É assim que os pequenos partidos nos EUA mudam com bastante alavancagem as leis do país, mesmo sem eleger muitos políticos. 


Atitude nacional-socialista importada da Alemanha

Esta reação de Nova Iorque foi estimulada pela atitude de um outro pequeno partido, o Tea Party—versão mais nacional-socialista do que dá na política dos EUA—cuja atitude quanto aos imigrantes é representada por uma imagem de arame farpado. Deste pequeno partido coletivista e populista surge a maioria das mazelas que afetam o Partido Republicano. Da mesma forma, a maior parte da burrice que aparece no programa do partido democrata é copiado dos partidos verde e comunista. 

O partido libertário corrige essas tendências, dando exemplo e ameaçando afetar com os nossos votos os resultados das eleições. Nós votamos a consciência, com 6 a 36 vezes o efeito legiferante (no sentido de mudar as leis) para cada voto dado. Nesta eleição o nosso total foi equivalente a todos os votos do Estado de Virgínia.