Friday, September 22, 2017

Brasil x England, May 1964

A PAPER CUP FULL OF LEMONADE ON A FLAT TRAJECTORY STRUCK HEADMASTER CASE-MORRIS ON THE BACK OF THE NECK. Lemonade fanned out laterally in an expanding shock-wave disk, and British School of Teresópolis athletes suddenly realized none of us would get out of Maracanã stadium alive...

Our humble beginnings...

It would, perhaps, be more informative and timeline-consistent to first discuss The State Track & Field Championship that got us into this fix in the first place. Suffice to say the Maracanã Brasil x Inglaterra game was God's punishment for Pride, that first and foremost among the Seven Deadly Sins celebrated by more-altruistic-than-thou Christendom. This was Armageddon at which track meet medal winners were certain to pay with our lives for the privilege of spectating--torn apart by an angry mob like so many Irishmen at a rugby match... The location was Rio de Janeiro, 30 May 1964. We, the victims-in-waiting were part of the British School of Teresópolis track & field team. Our sin was to have won medals at an inter-mural track meet against the Escola Americana and a huge Brazilian High School. 

Five to One, baby, one in five
No one here get's out alive now
You get yours, baby, I'll get mine
Gonna win, yeah, we're takin' over,
COME ON! --Jim Morrison

It began misting as the game began. Soot and grime coating the rough concrete terracing that passed for seating began absorbing moisture, oozing and accumulating into every slight depression in the uneven surface. Stray bits of newsprint, stadium leaflets and paper napkins strewn everywhere soaked up soot and moisture as the chilly drizzle increased. May in Rio is the climactic equivalent of November in Miami or Hawaii.

Each of us was decked out in a gray BST blazer with blue tie and dress shirt topping a wet-concrete-gray pair of trousers and shiny brown leather shoes. From our coat pockets blazed forth the coat-of-arms of the British School of Teresópolis--each a perfect beacon for cross-hairs--signalling ENEMY DETECTED... ZERO ALL ARTILLERY ON THESE MARKS. 

Imagine if you will a bearded Rabbi with long curly hair named Case-Morris flanked by an acolyte named Solomon Shrem. Following them, a pink-faced flock of well-scrubbed Bar Mitzvah celebrants, hair combed under their little yarmulkes with Star-of-David blazer emblems, filing like baby ducks into a row of stadium seats at the Nuremberg Nazi Parteitag of 1934 (or aboard a subway full of Chelsea fans). That mental image conveys how welcome we were soon made to feel at the Maracanã stadium. 

The drizzle increased ever so slightly, adding just the right touch of chill to the sense of grim foreboding. Our unwelcome alien-ness seemed to swell with the moisture as whispers spread outwards in an expanding circle centered about our position. Every carioca for at least a hundred meters in every direction appraised us with baleful eyes--eyes glazed like the lenses of artillery-spotter binoculars. Several thoughts competed with fear, dread and terror for my attention, thoughts like: What am I even doing here? I HATE soccer! and Pride goeth Before a Fall!

Suddenly Rinaldo scored a goal. The crowd rose in a great roar of delight, and glances toward us became more furtive, less hateful, more cheerfully condescending and... yes... pitiful. We are saved! thought I, and began for the first time to take an iota of interest in the wet and dreary game. At every opportunity I inched down the bench just a bit farther away from my outlandishly-dressed colleagues in the British Cheering Delegation.  

By half-time the field was muddy and so were many of the players. Disaster struck four minutes into the second half. England's Jimmy Greaves scored a goal, and immediately the crowd turned ugly. Sodden bits of paper were gathered into muddy missiles and projectiles. Hands were raised to summon over tea and lemonade vendors, each one lugging a nickel-plated keg of chilled refreshments. A white paper cup rose up into the glare of the floodlights in a lazy parabolic arch, and I realized none of us would ever get out of there alive

(To be continued...) 

Saturday, September 16, 2017

EUA Fraudando Estrangeiros

Direitos individuais defendidos


Tribunal veta a lei texana que restringe os intérpretes 
Texas Tribune (TX) (17/08/17) Ura, Alexa

O 5º Tribunal Regional de 2ª Instância decretou que a política do estado do Texas de restringir os serviços de interpretação de idiomas para eleitores com fraco domínio da língua inglesa fere a Lei dos Direitos de Voto (VRA). O Código de Eleições do Texas exige que os intérpretes que ajudam os eleitores a dar o seu voto também sejam registrados para votar na comarca em que oferecem ajuda. Acontece que uma cláusula menos conhecida na referida lei federal garante que a pessoa portadora de alguma deficiência que necessite de ajuda no ato de votar pode receber esta ajuda de pessoa por ela escolhida, desde que não seja seu patrão ou organizador sindicalista.

Texas antes insistia que a sua regimentação dos intérpretes seria "complementar" à lei federal, mas o tribunal sentenciou que a "limitação da opção do eleitor", pelo contrário, "restringe ilegalmente" os direitos ao voto assegurados pela lei federal. "Continua o problema de que a lei texana restringe explicitamente o direito ao ato de dar o voto", escreveu a turma de três juízes. "Salta aos olhos que um estado não pode restringir este direito garantido pelo arcabouço federal mediante aprovação de estatuto que arremeda a sua redação, porém define seus termos de forma mais restrita do que na versão federal."

Esta sentença poderá afetar milhares de eleitores texanos, pois ali há milhões de famílias que falam idiomas que não o inglês. Há poucas comarcas no Texas onde se exige a assistência em línguas que não espanhol, mas o censo federal revela que em quase 26% das famílias do Texas são falados idiomas asiáticos ou ilhéus do Pacífico e são consideradas como de proficiência limitada na língua inglesa. 

*** Disseminação da ATA, tradução libertariantranslator.com ***


Outro problema existe no Distrito Sul do Texas. Trata-se da preferência dada aos intérpretes sócios de uma associação de classe já investigada por formação de cartel. Lobistas da Associação Internacional de Intérpretes de Conferência conseguiram injetar nas regras de remuneração dos intérpretes nestes tribunais federais distritais um ágio que favorece os seus integrantes. A AIIC não oferece provas de credenciamento, mas os tribunais distritais discriminam com corte de remuneração os intérpretes credenciados como tradutores pela ATA, bacharelados no idioma relevante, e testados e habilitados com décadas nos tribunais federais da imigração. Os tribunais pagam extra aos membros dessa associação europeia cujo código de "ética" é mais adequado à formação de cartel.  

Muitas das causas julgadas por esses tribunais distritais envolvem questões de imigração. 

Precisando de certified translations feitas por intérprete com décadas na imigração, pense n'eu. 

Saturday, September 9, 2017

A secessão e as sobretaxas alfandegárias

A Crise Alfandegária de 1832-33 acarretou a secessão estadual a força da lei para para repelir toda cobrança pela receita federal das sobretaxas alfandegárias. Anulação adquiriu novo significado, até mesmo antes de o Supremo Tribunal legalizar o apresamento e deportação de escravos fugidos até à fronteira americana com o Canadá. Em 1860, conservadores sulistas já falavam mal da "anulação", agora significando a organização de cidades santuários, que davam guarida aos escravos fugidos. As autoridades locais nortistas trabalhavam apenas para cobrar o cumprimento das leis locais estaduais—não para ajudar a perseguir escravos fugidos, assim designados pela odiosa legislação federal.  


Como é possível então que os professores de história  nas escolas subsidiadas dos EUA permitem a charlatãos que convençam aos inocentes que a Guerra da Secessão foi provocada pelo coletivismo racial? Andrew Jackson, em novo comunicado ao Congresso em janeiro de 1833, falou da efetiva secessão da Carolina do Sul, mediante projeto de lei para proibir a alfândega de cobrar a chamada tarifa das abominações.

Aquela legislatura estadual começou aprovando "Um ato para levar a efeito, em parte, uma lei para anular determinados atos do Congresso dos Estados Unidos ostentando ser leis fixando sobretaxas sobre a importação de mercadorias estrangeiras," aprovada aprovado em Convenção deste Estado, na capital, Colúmbia, em 24 de novembro de 1832. O próximo foi titulado "Um ato para prover a segurança e a proteção do povo do Estado da Carolina do Sul." A seguir aprovou "Um ato relativo ao juramento exigido pela Lei Estadual aprovada em convenção em Colúmbia em 24 de novembro de 1832." Tratava-se de um juramento rejeitando o poder federal a favor das leis e dos tribunais estaduais. 

Jackson explicou:


Ao tornar "transgressão qualquer das autoridades constituídas, seja dos Estados Unidos ou do estado, aplicar as leis para a cobrança das sobretaxas alfandegárias, e declarando que toda ação judicial doravante interposta para cumprimento dos contratos firmados com a finalidade de cobrar as sobretaxas instituídas pelos referidos atos são e hão de ser julgados totalmente nulos," ela de fato abrogou os tribunais judiciais dentro de seus limites a este respeito, com efeito negando o acesso dos Estados Unidos aos tribunais estabelecidos por suas próprias leis, declarando ilegal aos juízes desempenharem essas atribuições que juraram executar.

Uma alfândega federal foi transferida de Charleston para Castle Pinckney como  "precaução", não havendo como substitir os agentes confiáveis que se demitiram por receio ou temor, tamanha a probabilidade de um confronto armado. Jackson falou do potencial para violência militar:
... o poder de posse comitatus, de alistar vigilantes obrigará, sob pena de multa e prisão, todo homem de 15 anos ou mais, e capaz de viajar, a responder à chamada do xerife, munido das armas que se fizerem necessárias; podendo justificar o espancamento e até mesmo à morte de tantos quanto resistirem. Valer-se da Posse comitatus, é portanto uma aplicação direta da força que não pode ser interpretada senão como de o emprego da plena força da milícia da comarca, e de forma igualmente eficiente, sob um nome diferente.

Jackson deixou claro que as tropas federais debelariam  a insurreição a menos que o congresso, os tribunais e o poder legislativo da Carolina agissem para afastar o perigo. Isso eles fizeram, reduzindo a "Tarifa das abominações" que havia suscitado a reação. Mesmo assim, toda a esperança de impedir a extorsão tarifária "protecionista" dentro do sistema estava fadada ao insucesso graças ao trabalho do Jackson para amenizar a situação. Semelhantes "Atos de navegação" coloniais tornaram necessária a 1ª revolução em 1776. Esta revolta provocou Lorde Dunmore a emitir uma proclamação de emancipação chamando os escravos às armas em troca de liberdade muito antes de Lincoln se valer de semelhante proclamação.

As guerras do ópio, em que a Grã-Bretanha bombardeava cidades chinesas para forçar a revogação da proibição, pelo governo chinês, do ópio cultivado na Índia britânica levou a novos ataques de artilharia naval em 1859. No início dessa série de guerras, em 1837, a Grã-Bretanha tinha retirado seu capital investido nos Estados Unidos para fortalecer a sua Marinha para a guerra. A contração do capital que resultou causou a primeira grande depressão da América. Menção dessa ligação anglo-chinesa é até hoje considerado inconveniente e indelicado.

A China foi novamente derrotada sendo decretada lá uma tarifa sobre as importações de ópio. Isto lhe foi imposto em janeiro de 1860 para pagar reparações aos seus agressores. Apesar da neutralidade fingida, os EUA também desembarcaram forças militares na China. A causa novamente surtira efeito. Assim, com a economia em queda, a pauta protecionista do deputado federal Morrill logo veio sendo montada no Congresso. O congresso a relatou em março de 1860, aprovou em 10 de maio, e em seguida, ficou dormente.

Os sulistas reagiram  e em setembro o Secretário de guerra lhes facilitou a apreensão de arsenais e instalações federais. Após a eleição do humilde e burocrático Lincoln e faltando ainda três meses para a posse do novo presidente, texanos invadiram arsenais e sequestraram navios da receita; espraiaram novas revoltas antiprotecionistas. Evasão de divisas e aventuras no estrangeiro haviam destruído a economia, e o Secretário do tesouro renunciou em 10 de dezembro.

Milícias da Carolina do Sul apreenderam um forte federal, entreposto alfandegário e navios no mesmo mês de de dezembro. Em Janeiro, faltando ainda dois meses para a posse de Lincoln, Geórgia se apoderou de dois fortes federais e um arsenal, sequestrando em seguida um vapor. Louisiana tomou posse do arsenal em Baton Rouge e três fortalezas enquanto Geórgia se apoderou do arsenal em Augusta e um vapor. A Flórida em seguida se apoderou de estaleiros navais e um arsenal.

A tarifa de Morrill foi resuscitada, no desespero o tesouro começou a vender notas e John Sherman fez um discurso sobre tarifas federais, fortes e arsenais. Foi convocada uma Convenção de secessão e nortistas esmoreceram no seu apoio às cidades santuário, revogando a garantia da Liberdade Pessoal e decretos semelhantes. William Tecumseh Sherman calculou o efeito de se reverter a uma tarifa de receita e não protecionista, apelidada de "livre comércio" por Morrill e outros protecionistas:

“Veja bem, se no sul há livre comércio, como então arrecadar a receita nas cidades do leste? O frete de Nova Orleans até St. Louis, Chicago, Louisville, Cincinnati, ou mesmo Pittsburg, seria o mesmo que por via ferroviária de Nova York, e as importadoras em Nova Orleans, sem ter que pagar as sobretaxas, venderiam mais barato do que no leste se lá são obrigados a pagá-las.”

Esta was foi a causa da Guerra da Secessão—receita alfandegária e protecionismo para os apadrinhados.  

Mansos e desarmados, os colonos brasileiros não tinham essas oportunidades. A escravidão imperial persistiu até o fecho do primeiro governo de Grover Cleveland--mas nenhuma turba saqueadora ordena a retirada de estátuas, muito menos acusa os brasileiros modernos de coletivismo racial.  Americana, a vila confederada fundada por retirantes rebeldes inconformados, organiza pitorescos bailes com a regalia cinza sem protestos da platéia de cor mista.  TODOS os participantes estão por aqui com os impostos lançados por políticos pilantras. São os políticos que, com seus juízes, bloqueiam a formação do Partido Libertário. O povo, obrigado a votar mesmo assim, dá votos em branco em números suficientes para eleger prefeitos libertários nas maiores cidades.

Para históricos, procure um tradutor historiógrafo. 

Thursday, August 24, 2017

Alíquotas, logo, Guerra da Secessão

Sulista, do partido latifundiário escravagista
Na versão do economista brasileiro Fernando A. Novais, o primitivo sistema mercantilista explorava por coação as colônias americanas, africanas e indianas--para o acúmulo de capital nas metrópoles. Adam Smith e Karl Marx escreveram sobre este mesmo sistema pré-libertário de economia mista com perspectivas diferentes mas pontos em comum. Tanto aumentava a rispidez desta exploração que no limite ela se aproximava à escravidão--condição a qual os mais fracos eram reduzidos por uma espécie de terceirização mediante captura e venda pelos seus semelhantes. O Rei da metrópolis extorquia dos governadores e feitores, que por sua vez descontavam nos escravos.

Só a colônia inglesa Na América do Norte teve condições de se revoltar contra a metrópole europeia e ocupar o seu lugar no sistema mercantilista. Entre 1776 e 1861 a colônia sulista era explorada mediante sobretaxas alfandegárias pelos industrialistas banqueiros do Norte. Na visão nortista, o escravagismo tornava mais atrativa essa modalidade de controle, e as sobretaxas protecionistas cobradas pelos seus políticos apertavam cada vez mais os feitores sulistas (e seus escravos). Na primeira destas revoltas, um oficial inglês, Lord Dunmore decretou a Emancipação de tantos escravos quanto pegassem em armas para debelar a revolução Americana. Mesmo assim perdeu.

O governo de Jefferson em 1808 proibiu a importação de escravos africanos, mas pelo benefício econômico do Norte e por acomodação dos feitores sulistas, os escravos já existentes ficaram na escravidão. A coisa começou a desandar em 1832, quando os partidos nortistas aumentaram a cobrança sobre importações para atender seus industrialistas, que não queriam competir com a Europa. Os sulistas queriam esta concorrência para comprar implementos agrícolas mais baratos e facilitar a exportação do seu algodão para outros mercados.

Foi justamente essa a causa principal da revolução americana contra os ingleses em 1776. O estado da Carolina do Sul aprovou uma lei estadual proibindo cobrança de sobretaxas alfandegárias nos portos de entrada, anulando as leis da Receita Federal.

Andrew Jackson, presidente da república do partido democrata, duas vezes alertou o congresso sobre perigo de o Poder Executivo ser obrigado a defender com força militar os cobradores da alfândega contra a ação das leis estaduais contrárias que operariam para anular as leis federais. A alternativa, explicou o presidente, seria a secessão, que a constituição não previa. A Gazeta de Lisboa publicou uma síntese da situação com base na íntegra da segunda mensagem de Jackson.


As sobretaxas foram reduzidas, mas dali a quatro anos os ingleses, para atacar a China e impedir a sua proibição do ópio produzido na colônia indiana do rei da Inglaterra, liquidaram títulos e retiraram capital dos Estados Unidos, provocando uma grande depressão. Mas os sulistas dominavam o governo.

O Supremo decretou que o escravo evadido Dred Scott fosse deportado de volta à escravatura. Em seguida os conservadores sulistas reclamavam nos jornais da anulação (nullification) da lei federal para a caça e deportação de escravos da mesma forma como os republicanos e democratas de hoje aplicam semelhante preconceito coletivista contra os estrangeiros que fogem de ditaduras comunistas, nacionalsocialistas e saqueadoras de cunho inquisicionista e integralista. Como foi que se resuscitou o "ameaço de se affastar da União"?

No próximo capítulo veremos como essa situação cômoda mudou, e como por idênticos motivos os sulistas se rebelaram novamente contra as salgadas sobretaxas alfandegárias da economia mista do mercantilismo internalizado no sistema americano.

Enquanto aguardamos, saiba que para imigração você acha na juramentada.us e no tradutoramericano.com muitas soluções competitivas para a tradução dos seus documentos.


Sunday, August 13, 2017

Liberalismo, fascismo e conservadorismo


Em 1930 a palavra liberal nos EUA trazia o mesmo significado que no resto do mundo. Os liberais eram a favor do livre comércio, contra as leis sumptuárias e de censura, e nada favoráveis ao alistamento forçado ou o culto à guerra agressiva. Mas quando esta corrente intelectual reagiu ao colapso da economia americana provocado pela cobrança do cumprimento ríspido da lei seca e formou partido, os conservadores contra-atacaram mudando o significado de liberal. Adotaram, sem pôr nem tirar, a versão e pronúncia nacionalsocialista alemã da palavra, descartando por completo toda definição objetiva. 



Nos países de língua espanhola, começando pela Espanha, essa distorção foi copiada pelos internacional-socialistas. Na cartilha deles, os liberais se transformaram nos mesmos fanáticos do misticismo proibicionista que nos EUA apoiavam o partido do Herbert Hoover e que na Alemanha e Italia eram atletas dos partidos de Duce e Fuehrer. Mas isso faz sentido?

Axel Kaiser acha que não. Isso ele explica em termos políticos mas não éticos, e ignora a participação do misticismo organizado. Isso só faz sentido, se a ideia é de abafar toda e qualquer noção da razão como alternativa à superstição e violência. Para a corrente saqueadora dos séculos 18 a 20, só existe o coletivismo econômico e social. As variantes, é claro, pendem prá lá e prá cá com mais misticismo organizado ou menos burocracia parasita. Mas todo governo em si, na visão deles, depende da coação--de iniciar a agressão contra outro ser humano em nome do altruísmo. 

Mas se as seitas comunistas e fascistas defendem a mesma coisa, isto é, do altruísmo, e da agressão, por que a rixa?

Elas brigam porque o altruísmo não admite que nenhuma pessoa humana se livre do altruísmo, e por serem saqueadores acreditam que a riqueza é quantidade fixa. Mas se abrir o jogo com tanta franqueza os eleitores irão fugir. A gambiarra então é de afirmar que toda hoste contrária é falsa. Os socialistas, nacionalsocialistas e fascistas juram que só eles são os verdadeiros altruístas e que os outros dois são impostores. Ainda pagam a mídia meretriz para circular apenas essas três versões. Assim, para os republicanos proibicionistas, os liberais seriam comunistas ou nazistas. Já os socialistas que invadem os partidos alheios se orgulham do rótulo, desde que signifique saqueador movido a impostos e coação burocrática, como afirmaram os conservadores místicos americanos a partir de 1932. 

O individualista nos EUA era O Homem Despercebido antes de 2016. Mas agora que o partido libertário ganhou 4 milhões de votos, essa cegueira fingida fica difícil de se manter. O partido republicano ganhou no colégio eleitoral por causa de umas cinquenta e poucas palavras no seu programa prometendo defender a energia elétrica. Na votação do populacho perderam por 3 milhões de votos. Os votos dados ao partido libertário são votos contra o nacionalsocialismo religioso do partido republicano e contra o internacional-socialismo que hoje domina o partido democrata. Esses 4 milhões de eleitores americanos votaram contra a coação, contra a agressão coletivista, e pelo individualismo incoacto. Afinal, se a liberdade significa algo, significa você e eu livres da coação.

Gostou da explicação? Precisando de traduções de contratos, documentos para vistos e imigração e afins, pense no tradutoramericano--traduzindo em defesa dos direitos individuais. Meu outro blog, que aceita emails, é www.libertariantranslator.com

Friday, July 28, 2017

Realidade versus Sugestibilidade

Para enganar uma população de milhões de habitantes, transformando-a numa estação para ampliar e repetir a mais boba propaganda, é necessário muita superstição e escolas que primam pela ineficácia. 

O resultado disso aparece nos gráficos das marés dos mesmos oceanos, todos eles interligados na esfera do planeta. Eis a mensuração do nível do mar na Califórnia. O ziguezague azul é a média mensal depurgada do efeito das estações.  A linha vermelha mostra a tendência numa escala marcada a cada 15 cm. Mostra queda paulatina.  



Compare agora como se mede o nível do mar em ilhas primitivas--cujas pequenas populações vivem aterrorizadas pelas propagandas apocalípticas do eco-nacionalsocialismo. Junto a esses na área vermelha há um país grande dominado por 33 partidos saqueadores. O gráfico compara as leituras interpretadas e gravadas nos vários lugares, separando os extremos. Os países à esquerda da Suécia medem uma queda no nível do mar. Seria interessante comparar os números para as marés de Cananéia com aqueles medidos em Paranaguá. 



Mas nem é necessário. Eis uma montagem de duas fotos deste mesmo sistema oceânico, na Califórnia, no início e no final do século em pauta. Quem montou foi o Engº Tony Heller de Boulder, Colorado. O vídeo explica



Pena não existir tradução ou legendagem para esse vídeo. Voluntários? 

Wednesday, July 26, 2017

Ame-o ou...

Pois é... 11 partidos comunistas, 11partidos fascistas e mais 11 de palhaços jogadores e videntes, TODOS subsidiados com o dinheiro do povo para excluir partido libertário. 

Isso resulta em...? 



https://charges.uol.com.br/2017/07/25/barrado-no-exterior/

Bom... precisando de traduções de papeis para facilitar...

Tuesday, July 25, 2017

Ditador responde a admirador

Pois é. Tem gente que acha que ditadura deve ser boa coisa. Realmente há vantagem no poder de linchar quem revela fatos inconvenientes. Mas as Filipinas de hoje não são mais aquelas nas quais papai passou a guerra jogando dadinhos. Hoje a cara de las islas é essa aí. 

Acho que peguei do Estadão. Bom jornal, pra variar.
Esse aí é o gajo que o vendedor de imóveis Donald Trump recomendou como bom exemplo de governante-por-chacina. Na ocasião da foto, o chefão dizia que não estava nem aí pro Trump e que os EUA eram "irrelevantes". Não há discriminação ali. Duterte disse a mesma coisa para o Obama. 

Quem nos dera fossem...

Quem é da corrente ame-o ou deixe-o, pode entrar em contato para certified translations aceitas pela USCIS americana desde 1998 sem falha. 

Thursday, July 20, 2017

Das ditaduras traiçoeiras

O proibicionismo como instrumento de saque e opressão

Leia no original

Foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos, e a ideologia conhecida na América Latina era uma só. Na boa, a ideologia que levaria uma mãe a batizar o filho de Theodomiro Romeiro dos Santos, que se casaria com Maria Conceição só poderia estar assentada no mesmo altruísmo que movimentava com igual vigor a ditadura militar da época, o governo conservador de Reagan/Bush e o PCBR comunista, do qual Theodomiro era militante da corrente "aux armes citoyens!"

Importante é reconhecer que George Orwell acertou quando explicou: "Os escritores ingleses que acham que o comunismo e o fascismo são a mesma coisa sempre defendem que ambos são horrores monstruosos que devem ser combatidos até à morte. Já o inglês que acha que comunismo e fascismo são antônimos, este se sentirá obrigado a se aliar a um ou o outro." Os comunistas leigos e fascistas religiosos do Brasil também são assim. Nunca imaginaram que existisse mundo além da fronteira política do país de Altrúria. Embora idênticos aos olhos de quem rejeita as seitas do altruísmo, os comunas e milicos se encaram como antagonistas inconciliáveis.  

Não deu outra. Theodomiro, preso e algemado, baleou dois agentes do Estado Novo  e foi condenado primeiro à morte, depois à prisão perpétua. Escapou como Timothy Leary e ficou degredado na França, assim como o meu professor de português.  Quando a mulher saiu do Rio se para juntar a ele, ela logo percebeu o golpe do proibicionismo como arma secreta da repressão traiçoeira.  

Para salientar o fato de que os comunas e os milicos das ditaduras cristianofascistas são idênticos, na coluna do lado na mesma página do jornal, um general, para se esquivar da pergunta, responde em parábola:
—numa nevada uma cobra muito venenosa estava morrendo de frio. O homem passou e se apiedou dela colocando no bolso do casaco. Tão logo recuperou as forças, tão logo pôde, a cobra mordeu o homem e matou—contou o General, explicando que preferia “contar essa história da serpente que estava com frio" para dar a sua opinião sobre uma eventual legalização do Partido Comunista.





Passaram-se 38 anos, Teodomiro é juíz reformado e o Brasil agora possui 11 partidos comunistas numa espécie de reserva biológica para partidos ameaçadores ameaçados de extinção. Mas esses juízes não legalizam nenhum partido libertário. O liberalismo americano só teve ressurgência durante a lei seca nacional. Esta charge de 1927 mostra a reação contra o Tio Sam metido a bedelhar na América Latina, enquanto a lei seca provocava um tsunami de assassinatos e crimes afins no seu próprio país. 

Logo em seguida, as maquinações do George Bush, que acumulava a vice-presidência dos EUA e da CIA, destruiriam as economias latino-americanas com seus confiscos e pelejas contra adversários quase idênticos no apego ao altruísmo--apenas menos evangélicos.  Hoje em dia, é claro, tudo é diferente...
Bom... nem tão diferente assim. 






Monday, July 17, 2017

É proibido depilar!


E falar em depilar, pode? NÃO! 

A tendência é achar que Erasmo ou Roberto Carlos voltaram à ativa, ou que seria pegadinha. Mas a coisa é séria--pelo menos para o Professor Reginald Robinson na Howard University. 

Esse membro do corpo docente foi assediado por xiítas travestidos de feministas e obrigado a frequentar aulas de sensibilização, lecionar sob vigilância de agentes do talibã coletivista e submeter seus planos de aula a censura prévia. 


sinfest.net
Feminismo nada individual

O crime? Mencionar Brazilian wax numa prova de direito

Pode isso? Tão frequente esse tipo de muçulmanismo marxista e cristão que existe até organização dedicada à defesa dos direitos individuais nas escolas: a Fundação para os Direitos Individuais na Educação! 

Similar nacional liberal

A raíz do problema é nos impostos que assaltam as escolas não supersticiosas.  Muitos congregantes marxistas querem lançar impostos em cima das escolas de freiras no intuito de aumentar a oferta de comunistas. Isso para eles é igualdade: todos, juntos, vendo o sol nascer quadrado. Já os libertários, desde os anos 80, defendem que não é correto cobrar impostos das escolas tradicionalmente religiosas. 

Por que? Pelo fato de ser errado cobrar impostos de toda e qualquer escola! Imagine! Ensinar matéria escolar a bandos de antas e malandrinhos já testa a paciência de qualquer um. Pra quê jogar meganha do fisco em cima dessa situação que por sua própria natureza já é taxativa?

Este absurdo da terra do Tio Sam foi delatado por www.tradutoramericano.com

Thursday, July 13, 2017

Estufamento dos cientistas

Eis a relação de todos os cientistas que participaram da 5ª rodada do Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e ainda dizem acreditar que a civilização humana aumentou a temperatura em quase um grau Celsius. Os profetas do Apocalipse juram que 97% dos cientistas confirmam que a humanidade é a praga terrestre que nesse momento está derretendo os polos, afogando continentes, assando pinguins e exterminando os ursos polares. 


Os "97%" na verdade são 18 pessoas, a saber: 

Kabumbwe Hansingo
Rachid Sebbari
Suman Jain
Krishna-Mirle Achutarao
Robert Vautard
Peter Stott
Myles Allen
Nathan Gillett
David Gutzler
Nathaniel Bindoff
Gabriele Hegerl
Yongyun Hu
Igor Mohkov
James Overland
Judith Perlwitz
Xuebin Zhang
Judit Bartholy
Tetsuzo Yasunari

Essa é a lista completa dos chamados cientistas participantes do Grupo de Trabalho 1 do Relatório de Avaliação AR5 do IPCC, dizendo ser verdadeiras as profecias feitas pelos modelos. Essas profecias na verdade são produto programas de computador rodando dados alterados. Três dessas pessoas ainda são estudantes. A lista dos 31.487 cientistas do contra está aqui. A ciência se orgulha de reparar que esses 18 fingidores são meros 0.06% comparados com o total de cientistas formados que assinaram a sua manifestação. Mais de 99% sabem que o planeta muda de temperatura com ou sem a humanidade. 

Existe em português um resumo do Sumário Executivo redigido em 2014. Essa versão não contém um gráfico sequer de temperaturas medidas por termômetros. De fato, o original não inclui nenhum gráfico de temperaturas gravadas e observadas. Existe gráfico tendencioso, abaixo, que está marcado com imagem de termômetro. Mas o que diz mostrar no dístico seriam mudanças de temperatura, e não graus Célsius ou Farenheit. Essa mentira de confundir derivada falsa com dados verdadeiros aparece na página 13 da versão em inglês e na pág. 20 da tradução brasileira. 




São mentiras com mutações e equívocos na fonte. Por exemplo, este gráfico abaixo, que qualquer um pode produzir hoje de dados acessíveis, mostra as temperaturas para apenas os termômetros oficiais que funcionavam em 1900 e 2016. Salta aos olhos que a temperatura nua e crua, na linha de tendência, vem caindo e não aumentando!



Neste intervalo os dados inalterados mostram resfriamento global. São dados empíricos que não aparecem no relatório original ou na tradução. 

Como saber se os burocratas travestidos de cientista que infiltram a NASA mentem? basta comparar seus próprios gráficos com os gráficos eles mesmos prepararam quando Gore, do partido Democrata-Verde, perdeu a eleição em Dezembro de 2000. 


São as mesmas temperaturas cobrindo o mesmo intervalo de tempo--só que pintadas com a mão da burocracia em épocas eleitorais diferentes. Vale notar que toda essa variação cabe dentro de 1ºC. Você alguma vez já viu dois termômetros medirem com precisão dentro do intervalo de um grau Célsius?  O famoso candidato Nader ajudou o PV a derrotar o partido Democrata, e este então esverdeou o seu programa em vez de apelar para a legalização de plantas em defesa dos direitos da pessoa humana. 

Para traduzir objetivamente este tipo de informação, o que mais ajuda é a objetividade nas comparações. Nós sabemos traduzir a matéria produzida pelas duas hostes opostas.

Monday, July 10, 2017

Valores abatumados

A riqueza, afinal é fixa? estática? imutável? Caso contrário ela poderia aumentar e diminuir, como a temperatura. Que tipo de ideologia é compatível com cada alternativa?


imagem afanada

Segundo o altruísmo, o certo é você deixar a sua criança morrer para doar o leite para o filho do vizinho... ou melhor, de gente que você nem conhece. Melhor do que isso só se você der esse leite para a criatura que você mais detesta. Ali o que vale é a abnegação, o sacrifício dos seus valores, a coletividade, a manada, a turba alheia, esmolambada e supersticiosa. Aumentar a oferta de leite é absolutamente impensável, pois se fosse essa a solução, para que impostos? de onde viriam os cargos onde parasita cobra para fingir contribuir? para que serviria o número crescente de mendigos e pedintes? Em Altrúria a oferta só aumenta se um fantasma se manifesta para revogar a biologia, fazer multiplicar peixinhos e pães do nada e distribuir de graça às multidões--ou se chover alimento no deserto.


No esquema do individualismo, cada um faz jus ao que merece. O importante é reconhecer que agir é correto--mas sem interferência violenta com o esforço do próximo. É dessa regra ética que surge o direito da pessoa humana de agir em benefício próprio. Nada impede que você aja em benefício alheio, se assim desejar. Impede apenas que seja coagido pela violência ou ameaça de morte. O cultivo de horta, a domesticação de plantas e bichos que reproduzem--tudo isso aumenta a oferta de riqueza. Basta olhar para entender.

As leis e os contratos não são traduzidas com tamanha clareza e facilidade, mesmo assim, os tradutores se empenham nesse sentido.

Monday, July 3, 2017

Brado Libertário, 1931

Na comemoração da independência em 1931 os americanos entenderam perfeitamente que o lodaçal da crise econômica resultava da interferência parasitária da cleptocracia bipartidária que assolava o país. Para escapar da crise, só a revogação da lei seca, um basta na interferência governamental, menos leis, menos impostos, e chega de corrupção. 

Pelo menos lá existe partido libertário com justamente esse programa. Demorou, mas o partido libertário dos EUA comemora 45 anos de idade, 86 anos depois dessa crise medonha de colapso econômico provocado pela lei seca e os confiscos dos cobradores de impostos. Essa charge é do Chicago Tribune de 5 de julho de 1931. Ma mesma edição aparece outro efeito colateral do proibicionismo que a superstição suscitou no país...
vote libertario


De vez em quando fazemos traduções de cunho econômico e financeiro. Necessitando, entre em contato. 

Wednesday, June 28, 2017

Da crise de 1894

 
Irrompeu pavorosa crise em agosto de 1894. Por que? 
Segundo os coriféus americanos, foi tudo por causa da lei que permitia aos mineradores cunhar prata em moeda tinante nas casas da moeda dos EUA sem pagar taxa. O preço da prata era assim fixado pelo governo, pois as moedas eram de dólares ou fracionais. Mas a oferta crescia muito mais do que a oferta de ouro, gerando enorme tensão monetária. Mas quem defendia essa inflação prateada? 

Os grandes mineradores papavam de colher a nata dessa crise, e subsidiavam as campanhas e candidatos dos partidos que copiavam da cartilha de Karl Marx, logo, abraçavam a inflação. Resultado: os saqueadores altruistas abocanharam 9% do voto na eleição de 1892!  Num pleito em que dois partidos entrincheirados dividem uns 97% do voto, se 9% aparecem na colunas de um terceiro partido, com agenda diferente, pelo menos um dos partidos-baleia adotará alguma posição do projeto de governo do partido lambari. (Lá não existem as coligações de 33 partidos que conduziram a Alemanha para o nazifascismo socialista). 

O Candidato democrata foi o ex-presidente Grover Cleveland, que perdeu na eleição anterior para o fanático proibicionista que em abril de 1890 mandou a soldadesca matar tantos floridianos quanto desobedeciam a sua vontade. Seu proibicionismo se traduziu em interferência na alfândega--fonte da receita da nação--e fortaleceu a influência de outros xiítas da lei seca como o ku-klux klã. O povo queria de volta o afável Cleveland, que enxugava os gastos públicos e era contra os impostos. Mas os socialistas de William Jennings Bryan, outro fanático religioso, urravam pela inflação com moeda de prata e um imposto de renda copiado do manifesto comunista.  Sindicalistas armavam greves com planos de se valer da agressão para impedir a contratação de fura-greves.

A exclusão nacional da raça chinesa continuava, e cobrava-se nova versão da lei anti-imigrante. E ao mesmo tempo o projeto francês do Canal de Panamá falia por falta de engenharia e excesso de febre amarela. Harrison lançou mão de fazer inspeção ríspida da importação do ópio para detectar a fartura de contrabando da Índia que descia pelas ferrovias do Canadá. E no meio dessas crises, um bando de aventureiros derrubava o governo da rainha do Havaí no intuito de assimilar aquele reino independente. O presidente, eleito em novembro, fora diagnosticado com câncer oral antes da sua posse em março. A economia já ruia antes mesmo da sua posse. 

Depois da posse, saiu socialista, comunista e sindicalista de todos os cantos fazendo greve e cobrando o IR de Karl Marx. A fábrica Pullman de vagão-leito, precursor do atual jatinho executivo, foi cena de violência armada antes da chegada de tropas federais. O IR que o congresso adotou provocou colapso bancário generalizado, pois transformou os bancos em armadilha de confisco até a Suprema Corte anular para salvar a economia do país. Esse foi o efeito de um pequeno terceiro partido (no caso, saqueador) ganhar 9% do voto nas eleições. Esses 9% tiveram o efeito legiferante de bem mais de 51%. Se ganhar é mudar as leis, cada voto desses valeu seis votos desperdiçados nos candidatos da cleptocracia. Veja os resultados..



Hoje os saqueadores e econazistas já queimaram o filme nos EUA. O povo, no desespero, preferiu até o atual governo, embora supersticioso e xenófobo, a mais um bando proibicionista de amigos do alheio querendo fechar as usinas elétricas do país. A lição nisso é que quem quer proteger a juventude--contra os meganhas do proibicionismo, dos confiscos, da crise econômica, dos apagões ou das deportações--devia investir o seu voto no programa do partido libertário nos EUA, e assinar pela formação de partido semelhante no Brasil. 

E por falar em deportações, na condição de intérprete que trabalha desde 1998 nos tribunais federais americanos entendo bem como traduzir documentos para escolas e imigração. Confira no meu site americano ou brasileiro







Thursday, June 22, 2017

Linear? ou relevante? Das duas, qual?

Quatro alternativas
Imagine duas chaves num interruptor de luz. Com as duas ligadas, acendem-se duas lâmpadas. Com as duas apagadas, nenhuma é acesa. Se só uma funciona, restam apenas duas possibilidades. 

Este é o nível do ideário da Rede Globo, da Folha de São Paulo, do New York Times, o Manchester Guardian ou mesmo Pravda. Para eles existe uma linha reta de uma só dimensão: distância do zero. Zero é o que chamam de isentão: posição aquele que não quer ajudar os comunistas a confiscar a sua conta bancária nem ajudar os altruístas do misticismo a criar quadrilhas com o proibicionismo, encher prisões e cemitérios ou ameaçar médicos a mando dos televangelistas. Neste universo de discurso lobotomizado só o coletivismo armado tem voz ou opinião. Afinal as duas alas dependem da agressão contra os outros (pois se fosse contra si não seria altruísmo). Sem iniciar a agressão não há confisco nem voz de prisão. Pouco importa se os comunistas se maquiam de socialistas ou se os fanáticos das seitas torturadoras saem travestidos de liberal. O fingimento pouco altera. Só faz variar a intensidade, como aquele interruptor que varia a intensidade da luz.
Chave de zero a muita

A única intensificação, a medida graduada que desloca os atores em um estado político entre uma posição ou outra, é a diferença entre hipocrisia e integridade. Antes de voltarmos a isso, considere de novo as duas chaves interruptoras e os programas políticos. O que varia de partido em partido é o propósito do governo e sua forma de agir (ou não) sobre a economia e as finanças (por um lado) e os direitos da pessoa humana (pelo outro). Como no interruptor de duas chaves, são quatro as possibilidades. Se os interruptores possuem reostatos, varia também a intensidade das quatro situações. Uma linha reta que vai da "esquerda" de Stalin até a "direita" de Hitler não consegue representar as quatro alternativas ou variáveis realidade com suas matizes de intensidade. Retratar a realidade requer algo assim:

Salta aos olhos que o que importa é a integridade. A pessoa íntegra ou quer coação ou prefere a liberdade--das duas, uma. O totalitário/autoritário quer uma ditadura sem direitos individuais e sem liberdade econômica. O libertário quer plena liberdade econômica e todos os direitos individuais. Os divididos, que acham que não se pode saber nada, EXCETO que tudo é apenas opinião... esses acham que a liberdade pode ser dividida, misturada com a coação. É dali que surge essa mania de esquerda e direita... É coisa de pessoas sem integridade, sem fealdade aos valores que lhes foram ensinados. Mas... esses valores são bons? são legítimos? conduzem a uma vida genial? florescente? próspera? feliz?

Os nacionalsocialistas (cristãos) e comunistas (materialistas) defendem o altruísmo--dão mais importância aos interesses alheios do que aos seus próprios interesses. Os libertários e objetivistas valorizam os seus próprios interesses, logo, sempre procuram mais liberdade pessoal e econômica. Os outros quadros, da economia mista, concordam que a liberdade deveria ser divisível mas discordam sobre qual aspecto devia ser sacrificado. Se traçar uma linha diagonal do canto superior à esquerda ao inferior à direita, isso corresponde mais ou menos com a ideia de esquerda e direita. A especificação é vaga, incoerente, e às alternativas falta integridade, pois não sabem o que valorizam. A integridade é para eles sinônimo de fanatismo, extremismo pois pensam em linha reta. A realidade se divide em quatro alternativas. A raiz quadrada de quatro, a radical, dá duas alernativas, chave simples, liga/desliga, Hitler/Stalin--das duas, uma. O simplório que leva a sério uma banda dessa falsa dicotomia é chamado--não de íntegro--e sim, de radical.

Resultado: antes, os únicos integros eram os atletas das correntes comuno-fascistas do socialismo. Não existia corrente filosófica egoísta antes das obras primordiais da filósofa objetivista Ayn Rand.  Os pequenos partidos, populados por saqueadores convictos, sempre influenciavam as leis no sentido de aumentar a coação e reduzir a liberdade, pouco ligando para a distinção econômica versus individual. Ligavam para o misticismo (que mina mais os direitos individuais) ou o coletivismo (que prima pela destruição da liberdade econômica). Mas os governos nazistas e comunistas formam ditaduras em que pululam o genocídio, a violência, a agressão. Falharam. Resta experimentar a alternativa libertária, que abre mão da agressão e procura aumentar sempre a liberdade e evitar a coação.

Fez sentido? Se o egoísmo do libertário é fundamentado na eudaimonia, na vida viçosa, florescente, qual seria o critério, o valor fundamental, o lastro do altruísmo? A essa pergunta ninguém quer responder! É o mesmo que perguntar qual o critério que separa o bem e o mal.

Se um dia precisar de um tradutor que entende de propósitos, especificações, propostas de valor, visite.



Sunday, June 18, 2017

Porto Rico, Portugal

Porto Rico era o nome americano da ilha quando nasceu este servo que vos fala. Para os gringos vitoriosos, não havia diferença em 1898 entre Espanha e Portugal. Afinal, eram aliados. Acontece que Portugal é hoje um dos países mais libertários do mundo. Lá o uso de ervas e poções está na mesma base de concorrência com a cerveja e o vinho. Quem escolhe, sem ser criminalizado, é o dono do nariz. 

O aborto também foi legalizado em Portugal em 2007. Desde então a taxa desses procedimentos médicos diminuiu bastante. Aliás, em Colorado não aumentou o número de maconheiros. Eles simplesmente não são coagidos a ponta de armas de fogo por meganhas do Estado Político. Veja a diferença que os direitos individuais fazem.

Fonte: Jornalnexo
Puerto Rico (agora que acertaram o nome nas províncias) passou por uma crise em 2011 quando agentes do obscurantismo coercitivo proibiram o exercício dos direitos individuais por mulheres grávidas. Tamanho o susto com essa ameaça da Santíssima Inquisição de voltar às proibições da era pré-libertária, que os ilhéus finalmente acabaram votando esses dias pela adesão como Estado da União alfandegária dos Assustados Unidos e a plena proteção da 14ª Emenda. A bandeira de 51 estrelas que propuseram para substituir a velha realmente é uma obra de arte.


Tão bonita ficou que dificilmente os conservadores iriam aceitar tamanha mudança. E tão popular era o comunismo nessa ilha hermana de Cuba que comandos boricuas mataram policiais em tentativa de assassinar o presidente Truman. Na mesma época, um ano antes da publicação de Lolita de Nabokov, a guerrilheira Lolita Lebrun e dois jagunços encheram de tiros o Congresso nacional sem sequer zerar um só deputado federal. Sobraria preocupação para os republicanos, um dos quais foi autor da lei de navegação de cabotagem (e das penalidades da leis seca) que até hoje incomodam o Caribe.

A solução, pois, é voltar aos braços ibéricos--só que de Portugal e não da Espanha. Ganha-se a independência em dose que libera a navegação, afasta-se o perigo da coação do mulherio pelos papistas pederastas, e aproveita-se a popularidade do sistema bancário de Portugal. Os bancos portugueses foram os únicos capazes de aumentar os juros, tamanha a segurança que oferecem aos depositadores que já não temem os confiscos proibicionistas que provocaram a crise financeira de 2007 et sequitur nos EUA.

Se esta análise de economia política agradou, procure aqui o seu tradutor puertorriqueño de inglês, português e espanhol.