Saturday, January 7, 2017

A violência da lei

Herbert Clark Hoover foi a "Grande Esperança Branca" do proibicionismo americano eleito em 1928, ano em que visitou o Brasil. Menos de uma semana antes da sua posse a lei seca de Volstead foi modificada para fazer de qualquer cerveja fraca ou vinho aguado um delito federal.  O resultado disso foi o colapso econômico e o inchaço da população de presidiários. 


A mania americana de exportar essas leis garante o mesmo tipo de resultado nos países "beneficiados." Em 1925 a China e Panamá foram novamente tumultuadas por manifestações anti-estrangeiras, e o mesmo ocorria na Índia e no Afeganistão. 

reportagem 1927

Um motim na prisão de Auburn em Nova York deixou 7 mortos e grande número de feridos entre guardas e presidiários dia 11 de dezembro de 1929.  Comemorando o Natal, a guarda costeira ao largo de Buffalo baleou fatalmente um contrabandista de rum, demonstrando nitidamente que não haveria dó nem misericórdia – sobretudo depois de o grande júri se recusar a pronunciar os guardas para julgamento.  Eis que em 29 de dezembro irrompeu o caso do veloz Black Duck, no qual três tripulantes foram mortos a rajadas e um quarto ferido perto do farol Dumpling Light em Rhode Island.  Novamente nenhum membro da guarda costeira foi pronunciado apesar da grita pública. 


Hoje a situação se repete. A diferença é que os americanos agora exportam cerveja, logo, querem que se proíba os prazeres alternativos. O resultado já aparece nos motins de presidiários e no clima geral de violência que o Brasil anda importando. Essas leis proibicionistas, cobradas a mão armada, também provocam crises econômicas. A prosperidade, afinal, resulta da liberdade, e a miséria, da coação. 




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